Detectorista amador encontra 1.469 moedas romanas de prata enterradas há dois mil anos

Detectorista amador encontra 1.469 moedas romanas de prata enterradas há dois mil anos

Um homem que usava um detector de metais como passatempo encontrou, de forma inesperada, um dos maiores tesouros romanos já localizados na Romênia. Marius M., como foi identificado pela imprensa local, descobriu 1.469 moedas de prata enterradas em uma área rural próxima à vila de Letca Veche, no sul do país.

O achado foi feito durante uma caminhada. Segundo o próprio Marius, a ideia inicial era apenas se exercitar e relaxar. No entanto, o equipamento emitiu um sinal forte sobre um ponto específico do terreno. “Nunca pensei que aquele dia me colocaria diante da Antiguidade. Pensei até em me beliscar para ver se não estava sonhando”, relatou em postagem nas redes sociais.

As moedas encontradas são denários romanos, um tipo de moeda que circulou amplamente durante o Império Romano. Os exemplares apresentam os rostos de onze figuras históricas, entre imperadores e imperatrizes, entre elas Nero (que governou entre 54 e 68 d.C.), Vespasiano, Adriano e Marco Aurélio, cuja administração se estendeu até 180 d.C.

Além das moedas, fragmentos de cerâmica também foram encontrados no local, o que sugere que o tesouro pode ter sido enterrado em um vaso, possivelmente quebrado propositalmente como parte de um ritual de proteção. O sítio foi isolado e está sendo analisado por autoridades e arqueólogos, que estudam o contexto do sepultamento e o possível uso original das peças.

Procedimento legal e recompensa

Após passar dois dias fotografando cuidadosamente todas as moedas, Marius entregou o material às autoridades da prefeitura de Letca Nouă, município situado a cerca de 15 quilômetros do local da descoberta. O procedimento foi acompanhado pela polícia local, e as peças agora estão sob responsabilidade da Direção de Cultura do Condado de Giurgiu.

Pela legislação romena, quem encontra artefatos valiosos usando detectores de metais e informa as autoridades pode receber até 45% do valor de mercado do achado. Embora a estimativa oficial ainda não tenha sido concluída, tesouros semelhantes já foram avaliados em valores superiores a 150 mil euros (cerca de R$ 870 mil na cotação atual).

Valor histórico

Para os especialistas, o achado é significativo não apenas pelo volume, mas também pelo potencial histórico. “A moeda romana não servia apenas como meio de troca. Era também uma ferramenta de propaganda. Por meio das inscrições e imagens, o Império divulgava a autoridade de seus governantes em todas as regiões dominadas”, explicou o arqueólogo Cătălin Borangic, à emissora estatal TVR Info.

As moedas estão sendo inventariadas e, após avaliação técnica, deverão ser incorporadas ao acervo do Museu Teohari Antonescu, localizado em Giurgiu. A expectativa é de que a coleção seja aberta ao público após os estudos e restaurações necessárias.

Interesse crescente

A descoberta ocorre poucas semanas depois de outro tesouro ter sido achado na cidade de Breaza, também na Romênia, reforçando o interesse por atividades de arqueologia amadora na região. As autoridades, no entanto, alertam para a necessidade de uso consciente dos detectores e respeito às regras de preservação do patrimônio histórico.

O prefeito de Letca Nouă, Marian Negru, celebrou a repercussão do caso e disse que o município poderá se beneficiar com o aumento do turismo local. “É mais uma razão para as pessoas visitarem uma região que já tem forte ligação com o passado romano”, afirmou.

Marius, por sua vez, espera que o episódio possa inspirar outros a valorizar a história. “Quero levar meu filho ao museu e contar a ele como, por acaso, ajudei a redescobrir um capítulo da nossa herança. É algo que vou guardar para sempre”, escreveu.

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  • user por Neusa Soares

    Achei uma moeda que traz a imagem de um cálice e a inscrição “Shekel de Israel” Gostaria de avaliar o valor dela e vender ao museu de Israel

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  • user por Cynthia Yonara Portugal Sobral

    Eu tenho uma moeda dessa, 02 do 50º de Brasília e 02 das Olimpíadas. Estou procurando vender.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Esses dias uma amiga porca-ismática estava postando algumas moedas graduadas pela PCGS com nota 65 a 67 no WhatsApp. Aí ela colocou que a moeda estava em Flor de Cunho absoluto. Aí eu fui perguntar se a moeda realmente estava sem “marcas de dedo”, aí olha o que essa PORCA-ISMÁTICA me respondeu: "Ter marcas de dedo nas moedas é normal, no passado eles não cuidavam delas". Ué, então não existem moedas FC, porra! Aí ela me disse que uma simples digitalzona na moeda não deixa de ser FC? O que claro que deixa, porra! Está na definição de FC. E outra: o principal motivo de alguém comprar algo que não serve para nada — que é a moeda, cédula, selo, cartas de Pokémon, o objeto que for — é o estado de conservação, que é o cuidado com que os colecionadores armazenaram e manusearam corretamente o objeto até hoje. Se não fosse o estado de conservação, a carta do Pikachu Illustrator PSA 10 não teria sido leiloada por quase US$ 17 milhões de dólares. Aí eu perguntei para essa PORCA-ISMÁTICA se ela já leu um livro de administração de empresas e ela nem me respondeu. Claro que não, né? Para quem oferece lixo para os clientes na maior cara de pau, se tivesse lido nem estava nesse mercado, onde é mais raro encontrar um comerciante honesto do que as moedas e cédulas realmente FC ou FE. Eu só quero ver ela vender sucata para os clientes dela de mais de 60 anos daqui a 20 anos; vai ter que ir ao cemitério! Já no Pokémon, a cada dia cresce o número de colecionadores, pois a empresa contrata os melhores ilustradores do Japão para desenhar as cartas. E agora em outubro teremos a TAG, uma das maiores graduadoras dos EUA, operando aqui no Brasil. Vai dar para levar a carta nela de manhã e à tarde pegá-la já graduada.

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