O roubo que virou a gota d’água para o Brasil começar a numerar dinheiro

O roubo que virou a gota d’água para o Brasil começar a numerar dinheiro

O furto de 497 contos de réis — algo próximo de R$ 100 milhões atuais — mobilizou o Tesouro Nacional na madrugada de 26 de julho de 1836, no Rio de Janeiro. O desvio ocorreu durante a Regência, fase anterior à maioridade de Dom Pedro II, e expôs um problema simples: as notas não tinham numeração impressa. Sem esse detalhe básico, não havia como saber quais cédulas pertenciam aos cofres públicos. O caso acelerou mudanças já previstas desde o ano anterior.

A quantia estava sob responsabilidade do Ministério da Fazenda à época. A denúncia chegou ao Parlamento por meio de um deputado que pediu a substituição do ministro e cobrou investigação mais firme. A Comissão de Constituição analisou o pedido e decidiu não levar a discussão adiante, alegando que o processo já corria em outras instâncias. O caso terminou sem responsabilização formal.

A fragilidade do sistema ficou evidente porque as notas da 1ª estampa ainda circulavam sem qualquer identificação. Elas começaram a ser emitidas em 24 de dezembro de 1835 e, após o furto, passaram a ser produzidas pela Caixa de Amortização. As substituições eram frequentes: sempre que surgiam versões falsas — facilitadas pelo trabalho imperfeito da oficina inglesa contratada — novas estampas eram preparadas. Como as cédulas furtadas não tinham numeração impressa, não houve maneira de isolá-las ou retirá-las de circulação. A solução apareceu na 2ª estampa, quando as notas passaram a receber número de ordem impresso, tornando possível rastrear cada unidade.

As falsificações, no entanto, continuaram. A qualidade do papel, das tintas e dos equipamentos disponíveis criava brechas constantes. A numeração não resolveu todos os problemas, mas inaugurou um processo de aperfeiçoamento que se tornaria contínuo ao longo do século XIX. As novas exigências levaram o governo a buscar fornecedores mais especializados e a padronizar etapas de impressão.

Cálculos de historiadores indicam que 1 conto de réis correspondia a cerca de 1,4 quilo de ouro. Os 497 contos desaparecidos equivalem a quase 700 quilos do metal, número que ajuda a dimensionar o prejuízo. O episódio acabou marcado como ponto de inflexão. Não foi a única razão para a adoção da numeração, mas serviu como a gota d’água que tornou inevitável uma mudança já em curso. A partir dali, a identificação das notas passou a ser vista como condição essencial para reduzir perdas, evitar fraudes e dar mais segurança à circulação do papel-moeda no País.



Fonte: Blog Bentes, “Roubaram 100 milhões de Reais do Tesouro Nacional” 

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  • user por Cynthia Yonara Portugal Sobral

    Eu tenho uma moeda dessa, 02 do 50º de Brasília e 02 das Olimpíadas. Estou procurando vender.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Esses dias uma amiga porca-ismática estava postando algumas moedas graduadas pela PCGS com nota 65 a 67 no WhatsApp. Aí ela colocou que a moeda estava em Flor de Cunho absoluto. Aí eu fui perguntar se a moeda realmente estava sem “marcas de dedo”, aí olha o que essa PORCA-ISMÁTICA me respondeu: "Ter marcas de dedo nas moedas é normal, no passado eles não cuidavam delas". Ué, então não existem moedas FC, porra! Aí ela me disse que uma simples digitalzona na moeda não deixa de ser FC? O que claro que deixa, porra! Está na definição de FC. E outra: o principal motivo de alguém comprar algo que não serve para nada — que é a moeda, cédula, selo, cartas de Pokémon, o objeto que for — é o estado de conservação, que é o cuidado com que os colecionadores armazenaram e manusearam corretamente o objeto até hoje. Se não fosse o estado de conservação, a carta do Pikachu Illustrator PSA 10 não teria sido leiloada por quase US$ 17 milhões de dólares. Aí eu perguntei para essa PORCA-ISMÁTICA se ela já leu um livro de administração de empresas e ela nem me respondeu. Claro que não, né? Para quem oferece lixo para os clientes na maior cara de pau, se tivesse lido nem estava nesse mercado, onde é mais raro encontrar um comerciante honesto do que as moedas e cédulas realmente FC ou FE. Eu só quero ver ela vender sucata para os clientes dela de mais de 60 anos daqui a 20 anos; vai ter que ir ao cemitério! Já no Pokémon, a cada dia cresce o número de colecionadores, pois a empresa contrata os melhores ilustradores do Japão para desenhar as cartas. E agora em outubro teremos a TAG, uma das maiores graduadoras dos EUA, operando aqui no Brasil. Vai dar para levar a carta nela de manhã e à tarde pegá-la já graduada.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Fascinante? É você comprar moedas ditas FC e receber SUCATA em casa? Moedas limpas, moedas circuladas, com marcas de dedo, onde os PILANTRAS dizem que é FC? Porra, se na definição de FC está escrito que a moeda não circulou, então por que diabos ela tem digital? O que a definição de FC diz: O estado absoluto de conservação. O item não apresenta qualquer vestígio de circulação, mantendo-se no mesmo estado de integridade de quando foi manufaturado pela Casa da Moeda. O item não apresenta qualquer vestígio de circulação? Ué? Então por que diabos os comerciantes chamados numismatas vendem e dizem que moedas circuladas, com digitais, são FC na maior cara de pau? Se é para vender SUCATA, por que não monta logo um ferro-velho, e não uma loja do TROCO. No Pokémon se a carta está NM ela está perfeita, nem marca de dedo tem. Já aconteceu de eu comprar uma e ela ter vários pontos brancos, reclamei com o comerciante, e disse-lhe que ele tinha me ofendido, pois quando alguém envia lixo para um cliente é uma ofensa mesmo, aí o rapaz até me pediu desculpas, enviei a carta pelo correio, mostrei o comprovante do envio e já quis me mandar o PIX no valor da carta, daí eu disse: agora ela é minha responsabilidade, quando ela chegar aí você me paga o PIX. Beleza, resolvido, se eu tivesse comprado uma moeda dita FC, com 99,9999% teria recebido uma moeda FP=Flor de Porco ou uma FDe= Flor de Porco Excepcional com uma digitalzona bem no meio da arruela de metal, e duvido se eu conseguiria devolver esse lixo para o vendedor lixo que me vendeu.

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