Como a República aproveitou símbolos do Império

Como a República aproveitou símbolos do Império

A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, não apagou de imediato a herança visual deixada pela Monarquia. Os novos governantes precisavam de símbolos que representassem o regime recém-instalado, mas recorreram ao que já era reconhecido pelo país. A bandeira e o Hino Nacional — hoje bases da identidade cívica — nasceram no Império e foram adaptados com o tempo para atender à República.

A bandeira republicana surgiu quatro dias após o golpe que derrubou dom Pedro II. Em 19 de novembro de 1889, o governo definiu o novo desenho. As cores foram mantidas. O verde representava a Casa de Bragança, ligada ao imperador. O amarelo remetia à dinastia Habsburgo, família de dona Leopoldina. A mudança principal estava no centro. O brasão imperial saiu, e o círculo azul com estrelas entrou no lugar. A inscrição “Ordem e progresso”, inspirada no positivismo, apareceu nesse momento e provocou forte reação no Congresso. Deputados e senadores apresentaram projetos para remover o lema, mas nenhuma proposta foi adiante.

A aceitação veio anos depois. Segundo especialistas do Senado, a comemoração do centenário da Independência, em 1922, despertou um sentimento de unidade que ajudou a fixar a bandeira. Antes disso, o país lidava com divisões políticas e até defensores da volta da Monarquia. O inventor Santos Dumont, por exemplo, mantinha laços com a família imperial exilada e exibia uma pequena flâmula verde e amarela em seus voos.

O Hino Nacional também passou por adaptação. A melodia criada por Francisco Manoel da Silva, entre 1822 e 1831, era executada nas cerimônias do Império. Já as letras não serviam à República. A primeira exaltava a abdicação de dom Pedro I; a segunda celebrava a coroação de dom Pedro II. Com o novo regime, ambas foram deixadas de lado. Durante cerca de 30 anos, o hino foi tocado sem versos.

A política mudou em 1909. O maestro Alberto Nepomuceno recuperou a partitura original e divulgou nas escolas o poema de Joaquim Osório Duque-Estrada, escrito no mesmo ano. O texto se espalhou antes de ser aprovado pelo Congresso. A letra foi oficializada em 6 de setembro de 1922, quando o presidente Epitácio Pessoa decidiu uni-la à melodia imperial para marcar as celebrações do centenário da Independência. Um trecho adicional, cantado no início da República, acabou desaparecendo nos anos 1930, mas a parte instrumental foi mantida.

A primeira tentativa de bandeira republicana também revela esse processo. No próprio dia 15 de novembro, o governo hasteou um modelo inspirado no dos Estados Unidos, porém verde e amarelo. A aceitação foi baixa. A bandeira durou só quatro dias e seguiu no navio que levou dom Pedro II ao exílio. O retorno ao desenho baseado no Império mostrou o peso da tradição na construção da nova identidade nacional.

Hoje, a bandeira pode ser vista em escala monumental. O exemplar exposto no mastro da Praça dos Três Poderes, em Brasília, mede 20 por 14 metros, totalizando 280 metros quadrados de náilon. Trocada todos os meses, ela reforça a continuidade entre os símbolos criados há mais de um século.

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  • user por Cynthia Yonara Portugal Sobral

    Eu tenho uma moeda dessa, 02 do 50º de Brasília e 02 das Olimpíadas. Estou procurando vender.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Esses dias uma amiga porca-ismática estava postando algumas moedas graduadas pela PCGS com nota 65 a 67 no WhatsApp. Aí ela colocou que a moeda estava em Flor de Cunho absoluto. Aí eu fui perguntar se a moeda realmente estava sem “marcas de dedo”, aí olha o que essa PORCA-ISMÁTICA me respondeu: "Ter marcas de dedo nas moedas é normal, no passado eles não cuidavam delas". Ué, então não existem moedas FC, porra! Aí ela me disse que uma simples digitalzona na moeda não deixa de ser FC? O que claro que deixa, porra! Está na definição de FC. E outra: o principal motivo de alguém comprar algo que não serve para nada — que é a moeda, cédula, selo, cartas de Pokémon, o objeto que for — é o estado de conservação, que é o cuidado com que os colecionadores armazenaram e manusearam corretamente o objeto até hoje. Se não fosse o estado de conservação, a carta do Pikachu Illustrator PSA 10 não teria sido leiloada por quase US$ 17 milhões de dólares. Aí eu perguntei para essa PORCA-ISMÁTICA se ela já leu um livro de administração de empresas e ela nem me respondeu. Claro que não, né? Para quem oferece lixo para os clientes na maior cara de pau, se tivesse lido nem estava nesse mercado, onde é mais raro encontrar um comerciante honesto do que as moedas e cédulas realmente FC ou FE. Eu só quero ver ela vender sucata para os clientes dela de mais de 60 anos daqui a 20 anos; vai ter que ir ao cemitério! Já no Pokémon, a cada dia cresce o número de colecionadores, pois a empresa contrata os melhores ilustradores do Japão para desenhar as cartas. E agora em outubro teremos a TAG, uma das maiores graduadoras dos EUA, operando aqui no Brasil. Vai dar para levar a carta nela de manhã e à tarde pegá-la já graduada.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Fascinante? É você comprar moedas ditas FC e receber SUCATA em casa? Moedas limpas, moedas circuladas, com marcas de dedo, onde os PILANTRAS dizem que é FC? Porra, se na definição de FC está escrito que a moeda não circulou, então por que diabos ela tem digital? O que a definição de FC diz: O estado absoluto de conservação. O item não apresenta qualquer vestígio de circulação, mantendo-se no mesmo estado de integridade de quando foi manufaturado pela Casa da Moeda. O item não apresenta qualquer vestígio de circulação? Ué? Então por que diabos os comerciantes chamados numismatas vendem e dizem que moedas circuladas, com digitais, são FC na maior cara de pau? Se é para vender SUCATA, por que não monta logo um ferro-velho, e não uma loja do TROCO. No Pokémon se a carta está NM ela está perfeita, nem marca de dedo tem. Já aconteceu de eu comprar uma e ela ter vários pontos brancos, reclamei com o comerciante, e disse-lhe que ele tinha me ofendido, pois quando alguém envia lixo para um cliente é uma ofensa mesmo, aí o rapaz até me pediu desculpas, enviei a carta pelo correio, mostrei o comprovante do envio e já quis me mandar o PIX no valor da carta, daí eu disse: agora ela é minha responsabilidade, quando ela chegar aí você me paga o PIX. Beleza, resolvido, se eu tivesse comprado uma moeda dita FC, com 99,9999% teria recebido uma moeda FP=Flor de Porco ou uma FDe= Flor de Porco Excepcional com uma digitalzona bem no meio da arruela de metal, e duvido se eu conseguiria devolver esse lixo para o vendedor lixo que me vendeu.

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