Zimbábue e a nota de 100 trilhões: um dos episódios mais extremos de hiperinflação da história

Zimbábue e a nota de 100 trilhões: um dos episódios mais extremos de hiperinflação da história

O Zimbábue protagonizou um dos episódios mais extremos de hiperinflação da história. Em 2008, a crise econômica levou o país a emitir uma cédula de 100 trilhões de dólares zimbabuanos, uma quantia que impressiona pelo número de zeros, mas que, na época, valia apenas cerca de R$ 1,50.

A economia do país entrou em colapso após anos de políticas desastrosas. Entre as principais causas estavam a expropriação de terras de fazendeiros brancos, a má gestão dos recursos públicos e a impressão desenfreada de dinheiro. Sem controle, a inflação atingiu níveis impensáveis: em 2008, chegou a 231 milhões por cento ao ano, tornando o dinheiro praticamente inútil.

Diante desse cenário, os cidadãos passaram a carregar pilhas de cédulas para comprar itens básicos. Relatos da época indicam que salários e pagamentos eram feitos em sacos de dinheiro, já que a moeda local perdia valor rapidamente. Com a hiperinflação, os preços se tornaram instáveis e a população perdeu a confiança no sistema monetário.

Em 2015, o governo abandonou a moeda nacional e passou a permitir o uso de diversas divisas estrangeiras. Atualmente, circulam no país o dólar americano, o rand sul-africano, o yuan chinês e até mesmo o bitcoin. Durante o processo de desmonetização, o governo zimbabuano ofereceu US$ 5 em troca de 175 quatrilhões de dólares locais. A famosa nota de 100 trilhões foi convertida em apenas 40 centavos de dólar.

Mesmo sem valor oficial, as cédulas antigas se tornaram itens de colecionador. Hoje, podem ser encontradas na internet por preços que variam de R$ 50 a R$ 400. Algumas pessoas compram essas notas como lembrança de um período turbulento da economia mundial e símbolo dos perigos da hiperinflação descontrolada.

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  • user por Admin Vivendo a Historia

    É Verdade. Mesmo sem valor prático no comércio hoje, a moeda de 1 centavo tem valor histórico, numismatico e afetivo para muitos colecionadores.

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  • user por Admin Vivendo a Historia

    Olá Debora, O acesso virtual ao acervo da Biblioteca do Vaticano existe há alguns anos. O projeto de digitalização começou por volta de 2010, e a disponibilização pública online foi sendo ampliada ao longo da década de 2010, especialmente a partir de 2014 com a plataforma DigiVatLib. Em 2018, o Vaticano anunciou oficialmente que milhares de manuscritos e documentos já estavam acessíveis gratuitamente pela plataforma. Desde então, o acervo digital continua sendo atualizado e expandido continuamente com novos manuscritos, moedas, medalhas, arquivos e outros materiais históricos.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Amigo Fernando! Já que não existem moedas FC (moedas sem marcas de dedo/digital), só moedas FP = Flor de Porco: circuladas, danificadas, sucateadas, simples troco de padaria da vovozinha de alguém, sem nada de valor agregado… por que DIABOS os autores de catálogos não tiram essa porcaria de FC dos catálogos? Assim, os novos colecionadores não vão se iludir em encontrar a tal moeda dos seus sonhos em FC; vão encontrar apenas moedas FP. Ai eles nem vão perder o seu tempo com troco, e sim vão procurar colecionar outros colecionáveis, a onde os comerciantes são honestos, e seguem padrões, processos, como o EC correto da peça, por exemplo no mercado de cartas de Pokemon, se vc comprar uma carta NM na Liga Pokemon, vc vai receber uma carta NM na sua casa, caso contrário vc tem todo o direito de devolver, coisa que as lojas do TROCO não fazem, é aceita devolução de moedas ou cédulas.

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