A moeda mais rara e valiosa do mundo é a Double Eagle de 1933, vendida por US$ 18,9 milhões em leilão em 2021, em Nova York. A peça foi cunhada nos Estados Unidos, no auge da crise de 1929, mas nunca entrou em circulação.
O governo americano proibiu o uso de ouro em 1933 e ordenou a destruição das moedas recém-produzidas. Quase todas foram fundidas. Poucas escaparam, de forma irregular, e deram origem a uma disputa judicial que durou décadas.
A unidade leiloada é a única autorizada para posse privada. Outras estão sob controle do governo dos Estados Unidos. O caso envolve decisões judiciais, investigações e acordos diplomáticos.
Especialistas apontam três fatores para o valor recorde: tiragem anulada, contexto histórico e escassez extrema. Mesmo moedas mais antigas não atingem preços semelhantes sem essa combinação.
Há ainda exemplares mais raros em termos absolutos, como o Double Eagle de 1849, guardado no museu Smithsonian, em Washington. Por não estar à venda, não entra no ranking comercial.
Para o mercado, a moeda de 1933 resume o conceito de raridade: poucas unidades, história turbulenta e alta demanda entre colecionadores.
Fonte: Divulgação / Sotheby’s