Cientistas identificam santuário romano de 1.900 anos e encontram moeda presa entre formações rochosas

Cientistas identificam santuário romano de 1.900 anos e encontram moeda presa entre formações rochosas

Photo Credit: Levante-EMV/ A. Ruiz-Redondo, V. Barciela and X. Martorell



Uma moeda romana, encontrada casualmente em uma formação rochosa dentro de uma caverna no leste da Espanha, levou à identificação de um antigo santuário utilizado durante rituais há cerca de 1.900 anos. A descoberta, anunciada por pesquisadores das universidades de Alicante e Zaragoza, destaca a importância da numismática para desvendar contextos históricos esquecidos.



Photo Credit: Levante-EMV/ A. Ruiz-Redondo, V. Barciela and X. Martorell



A equipe, envolvida em um projeto de estudo de sítios arqueológicos subterrâneos, explorou a Cova de les Dones, caverna conhecida desde os anos 1960 por suas pinturas pré-históricas, mas nunca analisada em profundidade. Em uma câmara parcialmente alagada, a 200 metros de profundidade, uma moeda de bronze corroída — com tons esverdeados e azulados — chamou a atenção ao ficar entalada entre estalactites.

"O achado numismático foi crucial para redimensionar o entendimento do local", explicou um representante das instituições. A peça, datada do século II d.C., coincide com 15 inscrições em latim identificadas nas paredes, até então ignoradas. As marcas, quase apagadas pela umidade, incluem símbolos e textos curtos, ainda em análise, que sugerem práticas ritualísticas.




Segundo os pesquisadores, a combinação entre a moeda e as inscrições confirmou o uso da caverna como espaço sagrado durante o período romano, algo raro na região. "Santuários em contextos cavernosos são pouco documentados na Península Ibérica. Esta descoberta redefine perspectivas sobre a religiosidade romana em áreas remotas", destacou o comunicado.

Localizada próximo à cidade de Millares, a 350 km de Madri, a Cova de les Dones permanece sob investigação. A moeda, ainda não totalmente restaurada, poderá oferecer pistas sobre sua origem e circulação, enquanto as inscrições podem revelar divindades ou rituais específicos.

Para especialistas em numismática, o caso ilustra como peças aparentemente isoladas podem ser chave para reescrever capítulos da história. A pesquisa continua, com expectativa de novas revelações sobre o intercâmbio cultural entre romanos e populações locais.

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  • user por Messias Pokemon, o melhor mercado do mundo.

    Amigo Fernando! Já que não existem moedas FC (moedas sem marcas de dedo/digital), só moedas FP = Flor de Porco: circuladas, danificadas, sucateadas, simples troco de padaria da vovozinha de alguém, sem nada de valor agregado… por que DIABOS os autores de catálogos não tiram essa porcaria de FC dos catálogos? Assim, os novos colecionadores não vão se iludir em encontrar a tal moeda dos seus sonhos em FC; vão encontrar apenas moedas FP. Ai eles nem vão perder o seu tempo com troco, e sim vão procurar colecionar outros colecionáveis, a onde os comerciantes são honestos, e seguem padrões, processos, como o EC correto da peça, por exemplo no mercado de cartas de Pokemon, se vc comprar uma carta NM na Liga Pokemon, vc vai receber uma carta NM na sua casa, caso contrário vc tem todo o direito de devolver, coisa que as lojas do TROCO não fazem, é aceita devolução de moedas ou cédulas.

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  • user por Nadir

    Tenho a noeda do diretor Humanos quero vender

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  • user por José Antônio Nunes

    Muito está abertura para leitores e estudantes o acesso a biblioteca,boa iniciativa. Obrigado..

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